sexta-feira, 21 de julho de 2006

POMBA BRANCA - MAX

Pomba branca pomba branca


Já perdi o teu voar


Naquela terra distante


Toda coberta pelo mar


Pomba branca pomba branca


Já perdi o teu voar


Naquela terra distante


Toda coberta pelo mar


Fui criança e andei descalço


Porque a terra me aquecia


E eram longos os meus olhos


Quando a noite adormecia


Vinham barcos dos países


Eu sorria vê-los sonhar


Traziam roupas felizes


As crianças dos países


Nesses barcos a chegar


Pomba branca pomba branca


Depois mais tarde ao perder-te


Por ruas de outras cidades


Cantei meu amor ao vento


Porque sentia saudades


Saudades do meu lugar


Do primeiro amor da vida


Desse instante aproximar


Os campos do meu lugar


À chegada e à partida


Pomba branca pomba branca.


 


Maximiano de Sousa (Max) e Vasco de Lima Couto


 


excerto 30 seg em: Cotonete

3 comentários:

  1. Excelente homenagem a um vero madeirense. Um Homem que H maiúsculo que há-de ficar para todo o sempre no coração de um povo sofredor que via, nos tempos da ditadura (agora e sempre...) a imagem da pomba branca como a liberdade tão imaculada, a pureza de um ideal democrático, onde não poderá haver lugar ao populismo doentio, à vendetta sistemática, à ostentação das vaidades mundanas, ao conúbio Igreja-estado Laranja, ao prepotente caciquismo que vampiriza e sodomiza todo um povo já farto de tartufos e de histriões de trazer por casa. VIVA MAX !!! VIVA A MADEIRA!!! VIVA PORTUGAL E A SUA AUTONOMIA!!!

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  2. Sempre gostei de ouvir a musica do max,pra mi foi um dos maiopres cantores portugueses.

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