segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

A vida nas areias

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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Conhecer a biologia marinha da ilha da Madeira, em especial os moluscos que vivem nos fundos das areias da plataforma insular, entre os 20 e os 100 metros da linha da costa, foi um dos objectivos da tese de doutoramento de Domingos Abreu, director regional do Ambiente, apresentada em Julho na Universidade da Madeira (UMa). Intitulada "Povoamentos malacológicos de substrato móvel ao longo da plataforma insular Sul da ilha da Madeira", a investigação foi orientada pelo professor Francisco Andrade, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A propósito da escolha do tema, Domingos Abreu salienta que a Madeira é um laboratório natural e é conhecida sobretudo pela sua fauna e flora terrestres, uma situação que ao nível da biologia marinha não é ainda tão evidente, pois «exceptuando os peixes, conhece-se muito pouco.

Sabemos mais sobre os planetas que constituem a nossa galáxia do que sobre o mar que rodeia as nossas ilhas. Depois, havia que escolher uma unidade que tivesse dupla valência: por um lado, aumentar o conhecimento de um grupo pouco conhecido - os moluscos marinhos de um ecossistema particular - e, por outro lado, desenvolver um trabalho com os meios financeiros disponíveis, pois o trabalho foi realizado com o apoio da Estação de Biologia Marinha, de onde era investigador. Em estudo estiveram os moluscos, onde se incluem todos os animais que têm concha, como lapas, caramujos, grandes búzios e microanimais. Segundo afirma, constituem «um grupo interessante, de grande diversidade e abundância. Cobrem todos os domínios e tipos funcionais ao nível trófico. Existem moluscos herbívoros, carnívoros, filtradores e de todas as estratégias alimentares conhecidas. Habitam todas as posições relativas aos fundos de areias, no topo destas, no seu interior.

Possuem uma enorme diversidade em termos de dimensão e diferenciação morfológica. Na literatura científica estão referenciados como indicadores da diversidade. Considera-se por isso que são um excelente modelo para análise integral de um ecossistema». A ideia era conhecer este tipo de fauna, saber que espécies existem, conhecer a sua densidade e estrutura populacional e ensaiar a interpretação desses povoamentos malacológicos, como são compostos - qualitativa, quantitativamente - integrando os resultados com os dados ecológicos restantes, ou seja, tipos de areias e características químicas, matéria orgânica e profundidade.

Outro dos objectivos foi conferir ao estudo um carácter utilitário. Nesse sentido um dos propósitos iniciais «foi tentar cartografar o padrão espacial dos povoamentos e dos descritores, de modo a que possamos perceber, de uma forma intuitiva, como funciona e está distribuído, para depois disponibilizar essa informação no sentido da gestão integrada das zonas costeiras».

O investigador recorda que a ilha é vulcânica e tem à sua volta profundidades abissais de 3, 4, 5 mil metros. Possui também uma plataforma insular que é caracterizada por ser muito estreita. Trata-se de um ambiente litoral entre, os 20 e os 100 metros de profundidade, e que corresponde a fundos de areias. É onde também se faz a extracção de inertes para a construção. «Do ponto de vista ambiental, o interesse da zona reside no facto de constituir o interface entre o mar e a terra», explica. A investigação incidiu particularmente sobre a vertente sul, entre a Tabua e a Ponta de São Lourenço. Exigiu a definição de uma rede de amostragem ou estações.

Foram traçadas 24 linhas imaginárias entre a costa e a frente aos 20, 35, 50, 75 e 100 metros de profundidade, que no total perfizeram 120 pontos de amostragem e 600 amostras (5 para cada ponto). Esta rede de estações constituiu áreas específicas para recolha de areias que foram submetidas a análise. «Implicou "catar" no microscópio todos os animais, alguns com a dimensão de graus de areia. No global, foram vistas toneladas de areia e retirados 20 mil exemplares de moluscos. Em simultâneo foram caracterizadas as areias, ao nível químico e de granulometria, matéria orgânica...

Numa primeira fase, o trabalho permitiu concluir que, ao longo da costa Sul, as areias não são todas iguais, predominando as médias e finas. «Em termos de matéria orgânica, ficamos a saber que ocorre em teores percentuais elevados. São ambientes que acumulam tudo o que vem de terra, assim como restos de organismos marinhos. De modo geral, os fundos são mais ou menos ricos em matéria orgânica, com picos na zona da Ponta da Cruz ou com maior densidade na zona de Santa Cruz». Em relação à fauna, foram analisados 17620 animais e referenciadas 116 espécies, como vivendo exclusivamente nas areias. Distribuem-se por quatro grupos ecológicos que se mantêm constantes.

«Algumas destacam-se pela abundância. Três delas aparecem em pelo menos 90% das situações. Há um conjunto de seis espécies que surgem em 60% dos casos e há 18 espécies que são raríssimas, registando-se apenas em menos de 1% das situações. Cada uma destas espécies desempenha um papel ecológico. Por isso é importante tentar perceber se podem servir de indicadores de stress ambiental, poluição, instabilidade do ecossistema ou de abundância em termos de matéria orgânica e disponibilidade trófica», acrescenta. Outra das variáveis estudadas foi a densidade com que estas espécies ocorrem, que é variável. «Por exemplo, a Turritella turbona" - que está presente em 60% dos casos - chega a atingir os 3936 mil indivíduos por m2. A distribuição da densidade também varia. Para Leste do Funchal, é menor. Uma das zonas mais ricas é a baía de Machico.

Relativamente à diversidade, segue o mesmo padrão: também é maior na zona Leste, do que na zona Oeste». Domingos Abreu destaca que, «através de métodos estatísticos, foi possível transformar os dados numéricos obtidos em vectores no espaço de "n" dimensões, tantas quantas as variáveis ecológicas estudadas e com isto conseguimos discernir a estrutura elementar que define a complexidade do ecossistema estudado». De forma resumida, as principais conclusões obtidas apontam, em relação aos povoamentos, «uma elevada riqueza específica. Existem 116 espécies e algumas delas apresentam uma abundância particular tremenda, quer em densidade, quer em distribuição. Não há uma correlação entre diversidade/densidade.

A dominância de uma espécie é o factor mais importante, não tanto a densidade com que ela aparece». Conforme refere, a profundidade constitui um factor determinante para a organização destes ecossistemas. É geradora de grupos coerentes, quer de espécies e de estações. «Em termos de espécies, surgem quatro grupos distintos, quer se analise os dados pelas semelhanças ou pelas dissimilaridades e estes grupos são sempre homogéneos, logo, coerentes do ponto de vista ecológico». Sendo assim, explica o investigador, «se elas se repetem sempre juntas e se soubermos quais as situações ou factores ecológicos que as promovem, podemos usá-las como elementos indicadores. O agrupamento maior pode ser assumido como uma unidade típica e servir como indicador de referência da qualidade do ambiente, da conservação da natureza, da biodiversidade, recursos naturais e obviamente para a gestão integrada das zonas costeiras e do mar».

A extracção de areias nestas zonas marítimas tem suscitado interrogações por parte de ambientalistas no que se refere à preservação dos ecossistemas. A propósito Domingos Abreu diz que o trabalho não pretendeu fazer uma análise de impactes, nem de avaliação de qualquer actividade sobre o ecossistema. Tinha como essência conhecê-lo e fornecer elementos que pudessem apoiar a sua gestão. Acrescenta que, «por feliz coincidência», estão a decorrer, no presente, as avaliações de impacte ambiental da extracção de inertes. «O Governo Regional, determinou através da direcção regional de Ordenamento do Território, que se faça a análise para sustentar a exploração». Ficou satisfeito porque o estudo está a se basear também em informação contida na sua tese.

«Está a comparar, a fazer uma avaliação com base numa situação de referência. É possível repetir uma amostra - que o próprio trabalho sugere - e ir avaliando, de uma forma consistente e constante, os impactes e apoiar a tomada de decisões». Recorda que há alguns anos o Executivo tinha solicitado ao Instituto Hidrográfico uma avaliação do potencial e da disponibilidade do recurso "inertes no meio marinho". O investigador salienta que, sem as informações facultadas por aquele organismo, e sem conhecer o funcionamento dos ecossistemas, não era possível fazer uma avaliação. «Creio que neste momento há informação e apraz-me muito ter contribuído nesse sentido».

Quanto a novos projectos, dedica-se no momento a uma actualização do conhecimento global sobre moluscos marinhos da Madeira. Trata-se de um catálogo que está a ser efectuado em conjunto com dois investigadores belgas e que deverá estar concluído em 2010/11. «Estamos a proceder à revisão de todo o conhecimento, desde o Capitão Cook à actualidade. Estimamos que existam na Madeira entre 700 a 800 espécies, muitas delas novas para a ciência». Defende que os investigadores que residem na ilha devem privilegiá-la em matéria de estudos. «Lá fora há muitos investigadores, laboratórios e dinheiro. Sou crítico quando ouço alguém, sediado na Madeira, afirmar que a ilha é um bom laboratório e depois não a use na sua investigação.

A ciência não é fechada, deve ser feita em colaboração, mas não há lugar melhor do que a Madeira para efectuar estudos, em especial de biologia marinha. Não faz sentido, com os poucos recursos que temos, com as dificuldades de acesso a fundos e fontes de financiamento, que nos debrucemos sobre matérias fora da Região, quando há muito para fazer cá dentro». Acrescenta ainda que, cada vez mais temos a percepção que a Madeira é muito sensível ao nível ambiental, que o turismo e a qualidade de vida estão intimamente ligados ao ambiente, e que quanto melhor o conhecermos melhores serão as decisões. Relativamente ao futuro, não pensa desencadear novas linhas de investigação, para além da área da biologia marinha, em especial dos moluscos e da ecologia.

«É preciso consolidar o trabalho nessa matéria e felizmente começam a aparecer jovens licenciados com gosto pelo tema». Pessoalmente interessa-se mais pela integração da informação. «Chegamos a um momento em que no nosso país se faz muita investigação, mas ela não é integrada no modelo de gestão das decisões públicas e privadas. É preciso fazer o interface para que ela não se circunscreva ao nível dos investigadores, sem ter uso». Considera que toda a investigação tem aplicação. «Muitas vezes o que falta são instrumentos, experiência, hábitos de integrar a informação que se produz, ao nível académico, na realidade. Também é preciso que os investigadores saibam disponibilizá-la para a sociedade pois é quem paga a investigação. Esta não pode servir unicamente para satisfação pessoal nos congressos científicos e revistas, apesar desse ser um aspecto fundamental. Estou muito motivado para essa área, para ajudar a fazer a interface entre investigação e gestão», conclui.

B.I. Nome: António Domingos de Sousa Abreu

Filiação: António Tiago Abreu e Fernanda Macedo de Sousa Abreu

Idade: 41 anos

Naturalidade: Freguesia do Monte

Percurso académico: Licenciatura em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pós-graduação pela Universidade de Cádiz e doutoramento em Biologia Marinha pela Universidade da Madeira.

Teresa Florença (texto) / Manuel Nicolau (fotos)

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

SITE DA SÉ CATEDRAL DO FUNCHAL

E a Sé do Funchal tem site, onde se podem consultar pormenores da construção e do interior, informações sobre a Consagração, sobre o orgão, construído em 1884 e dados históricos.

Sé Catedral do Funchal

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quarta-feira, 2 de novembro de 2005

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DA CAMACHA

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira e a José Salvador.

 

Apostar cada vez mais nas crianças «com o objectivo de lhes despertar o interesse pelas tradições da Camacha» é o desafio que o Grupo Folclórico da Casa do Povo local assume ao celebrar 57 anos, que se completam na próxima terça-feira. 

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Essa é a ideia de Elsa Nóbrega, presidente do agrupamento, ao revelar o programa que arranca sábado. «Pelas 18h00 temos a abertura de uma exposição fotográfica, na Casa do Povo da Camacha, alusiva às actividades realizadas desde o anterior aniversário. Seguindo-se a entrega do "Pão por Deus" ao seu presidente. Às 19h30 haverá uma missa e depois actuações no adro da igreja e, como habitualmente, no Café Relógio».

Para domingo, ainda segundo Elsa Nóbrega, estão agendadas «uma romagem ao cemitério, homenageando os elementos falecidos, um almoço com a gastronomia típica da Camacha a ter lugar na Casa do Povo» e, prosseguindo, a responsável do grupo fala de "Tecelagem de Ideias", iniciativa a decorrer a partir das 15h00. «Este ano vamos trazer os membros que fizeram parte da formação para conhecerem os elementos mais novos. O encontro tem o objectivo de mostrar à primeira geração que o grupo continua a trabalhar e a renovar os seus elementos». Por último, um magusto às 18h00 no Largo da Achada encerra o programa do domingo.

O ciclo das celebrações dos 57 anos do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha prossegue a 1 de Novembro com «a realização de um almoço a decorrer num local a designar oportunamente», processando-se o encerramento dos festejos a 5 de Novembro. «Iremos visitar pelas 15h00 a Santa Casa da Misericórdia em Machico». Sobre a evolução qualitativa dos grupos de folclore na Região Elsa Nóbrega entende «que houve formações que demonstraram a vontade de fazerem um trabalho mais sério enquanto houve outros que, infelizmente, pararam por várias razões» e deposita esperanças «na Associação de Folclore que está a começar a trabalhar para ajudar os grupos que queiram melhorar a sua maneira de estar no folclore», não deixando de se referir às "48 Horas a Bailar" como «uma grande prova de fogo».

Questionada sobre as "transformações" que os trajes têm sofrido, sobretudo com a subida das saias, a responsável do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, defende «que elas têm de bater pelo menos pela beira da bota, porque acima disso a perna fica descoberta e isso já não é permitido» mas admite «que as saias mais curtas possam existir, desde que o traje seja estilizado». Por último, sobre o futuro, Elsa Nóbrega diz «que ainda há muito para fazer».

José Salvador

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

BUZICO

Um blog e um site, que vale a pena consultar.Parte do conteúdo do blog é sobre a Madeira. O site é quase exclusivamente constituído por (excelentes) fotos, divididas por concelhos e com uma secção que se recomenda - Fotografias históricas.

BUZICO E já agora, vão lá ver o significado de buzico...

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segunda-feira, 26 de setembro de 2005

TELEFÉRICO DO JARDIM BOTÂNICO

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O teleférico do Jardim Botânico foi inaugurado no passado dia 17 de Setembro, oferecendo uma viagem de 1600 metros até ao Largo das Babosas

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O céu estava claro e o dia convidava a um passeio diferente, talvez numa vertente mais natural. De surpresa, vimo-nos convidados a participar numa viagem de teleférico, uma ideia que decerto não agrada muito àqueles que têm um certo receio de alturas. Mas aceitámos o desafio e decidimos embarcar nesta curta, mas inesquecível, "viagem". Não foi complicado encontrar a estação do Jardim Botânico, localizada algumas centenas de metros acima deste espaço do Funchal.

Dotado de vários lugares de estacionamento, este edifício foi construido segundo a tradicional "arquitectura" dos "poios", estando dividido em várias plataformas. No piso superior, temos o acesso às várias instalações e é ali que nos espera uma pequena viagem de elevador. Passados dois andares, chegámos ao piso zero, onde para além do local de embarque e desembarque, das bilheteiras, das lojas temáticas e de um bar, as pessoas que por ali passam têm o privilégio de perder alguns instantes num pequeno miradouro que oferece uma vista imperdível sobre a baía do Funchal, que, ainda assim, em nada prepara para a viagem que se segue. Ainda sem a esperada "lufa-lufa" de passageiros, temos a estação quase ao dispor da nossa curiosidade, mas a expectativa vai para a travessia do vale da ribeira de João Gomes, agora possibilitada pelo teleférico do Jardim Botânico.

Esperámos alguns instantes para que nos fosse disponibilizada uma das doze espaçosas cabinas que oferece este transporte e logo que ela chega, regressada da estação Babosas-Monte, entrámos rapidamente, sem que ela perca a velocidade de andamento (a tal que não ultrapassa os 4,2 metros por segundo). Respirámos fundo e em poucos segundos saímos da rampa relvada daquela estação. Aí é o verde vertiginoso que nos espera, numa vista panorâmica sobre o vale da Ribeira e sobre as escarpas que o limitam.

A viagem é lenta, dando tempo para que percamos qualquer receio prévio. Nove minutos é o tempo que nos separa da estação das Babosas, um momento em que temos a oportunidade de apreciar mil e seiscentos metros de natureza e um dos locais mais belos da cidade do Funchal. Longe da civilização, dos amontoados de prédios e do tom cinzento que tanto nos lembra a poluição dos ambientes puramente urbanos, ali, onde chegamos a estar a 110 metros de altura, temos a sensação de estarmos a ser engolidos pela grandeza natural do vale da ribeira de João Gomes. Pouco depois estamos já a chegar às Babosas.

A viagem é curta e a vontade é regressar pelo mesmo meio, só para ter o prazer de apreciar um outro ângulo da paisagem. Desembarcámos também rapidamente e aproveitámos alguns instantes para conhecer aquele espaço que nos dá acesso ao Largo das Babosas (no Monte). É ali que estão implementadas as outras infra-estruturas deste novo projecto regional. Bilheteiras, um bar-esplanada e ainda um posto de informação fazem parte desta estação localizada numa espécie de plataforma do miradouro das Babosas.

Regressámos à zona de embarque para a viagem de regresso à estação do Jardim Botânico. Depois de entrarmos na cabina para esta segunda parte do trajecto, é com menor sobressalto que sentimos o chão a "fugir-nos debaixo dos pés". Estamos ansiosos para os outros nove minutos e para a paisagem que nos espera. Agora já não é apenas o vale que nos brinda e, a pouco e pouco, surgem, por entre o recorte das escarpas, a ponte sobre aquela ribeira e, ao longe, a baía do Funchal. Corta-nos a respiração esta visão que, a pouco e pouco, nos enche os olhos, a tal paisagem que se recorta em direcção ao azul do oceano Atlântico e à linha do horizonte.

Agora que foi inaugurado, o teleférico do Jardim Botânico está a funcionar todos os dias, das 9.30 às 17.30 horas, permitindo que por ali viajem 400 passageiros por hora. Para experimentar este novo meio de transporte os custos são de 12 euros para os adultos (7,50 euros só ida) e de 6 euros para crianças entre os 4 e os 14 anos (3,75 euros só ida), porém, até ao próximo dia 18 de Outubro, os residentes têm direito a preços promocionais, com 50% de desconto em cada bilhete.

Ana Luísa Correia

terça-feira, 13 de setembro de 2005

ESTALAGEM QUINTA JARDINS DO LAGO

Trata-se de um dos mais luxuosos estabelecimentos hoteleiros da Madeira. Esta Quinta de 5 estrelas de luxo oferece uma atmosfera com conforto e elegância, numa área com cerca de 25.000 metros de jardins tropicais.

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Situada no topo de uma achada sobranceira ao Funchal, logo acima do núcleo museológico mais importante da Ilha, a Estalagem Jardins do Lago é um dos mais belos exemplares da interligação perfeita entre a riqueza histórica e patrimonial e as exigências de bem estar e conforto para as pessoas que procuram o ambiente genuíno das tradicionais Quintas madeirenses. Edificada em meados do século XVIII por uma família madeirense, a Quinta da Achada foi posteriormente residência de outras duas bem conhecidas famílias francesas e inglesas.Reza a história que, durante a ocupação da Madeira no período das guerras napoleónicas, esta Quinta serviu de residência ao General Beresford, comandante das forças inglesas. Uma das provas da sua presença, é o magnífico "sideboard" que ainda faz parte do recheio do Restaurante da Casa Mãe.

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A Estalagem Jardins do Lago abriu uma nova página no já rico historial desta Quinta. O empreendimento compreende 31 quartos duplos, 5 Suites e 4 Junior Suites, todos virados a Sul, para os jardins e para o mar. Perfeitamente integrada no estilo colonial da Casa Mãe, oferece o conforto e requinte, próprios das unidades pequenas e personalizadas, servida por profissionais imbuídos do espírito acolhedor, característico da melhor tradição do turismo madeirense.

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Beneficiando de grande exposição solar durante todo o dia, possui uma extensa área de jardins verdadeiramente únicos, dispersa por uma área plana de 2.5 hectares, abrangendo raros e fantásticos exemplares de árvores centenárias (como a Dracaena Draco da Madeira, a Syncarpia Glomelifera da Australia ou a Cinnamomum Campitora da China e Japão).Muitas das árvores da Quinta foram plantadas no século XVIII, tendo os sucessivos proprietários mantido contactos com Jardins Botânicos espalhados pelo mundo.Existe também um bonito Lago que originou o nome desta Estalagem, onde pode ser encontrada uma tartaruga gigante, a "Colombo", com 47 anos de idade.

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A piscina, de grande dimensão, aquecida e parcialmente coberta, integra um magnífico solário com ambiente tropical, que proporciona momentos de grande descontracção, devido à sua localização solarenga. A sala de jogos, a sauna, o ginásio, o banho turco e o campo de ténis, ajudam a complementar a oferta de ocupação dos tempos de lazer. Para aqueles que apreciam o sossego, nada como passar algumas horas na sala de leitura ou nalgumas das recatadas zonas de estar.

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Dispõe de um restaurante, "The Beresford", onde num ambiente requintado são servidas especialidades regionais e internacionais.

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Também dispõe de espaços específicos para crianças, como um "kid's club".

Morada: Rua Dr. João Lemos Gomes, n. 299000 - Funchal - Madeira

Tel: (351) 291 750 100

Fax: (351) 291 750 150

E-mail: info@jardins-lago.pt

Dispõe de site: Jardins do Lago

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Cruzamento de cabos adiou teleférico das Babosas

Texto: Diário de Notícias da Madeira

Fotos minhas do fim de Julho e início de Agosto, na altura em que as obras eram concluídas.

Com a licença de exploração para breve a Câmara já tem data marcada para a inauguração: dia 17

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Ultrapassadas todas as questões de ordem regulamentar, o teleférico que liga o Jardim Botânico às Babosas (Monte) tem já data para a inauguração: dia 17 deste mês. O cruzamento de um cabo de alta tensão da empresa Electricidade da Madeira (EM) com a linha do teleférico foi um dos aspectos que mais suscitou dúvidas ao Instituto Nacional de Transportes Ferroviários (INTF). A licença de exploração está finalmente para breve.

Uma vez concluídos os trabalhos de construção civil, o Departamento de Obras Públicas da Câmara Municipal do Funchal está agora a «ultimar questões do serviço administrativo», para depois ser alvo de vistorias técnicas. O responsável pelo projecto, José Perneta, disse que estão a ser tratados aspectos relacionados com o sistema de segurança do teleférico que têm de ser cumpridos, entre os quais a proximidade dos cabos de alta tensão, para que a entidade licenciadora deste tipo de infra-estruturas (INTF) emita a licença de exploração. 

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Questionado pelo DIÁRIO, o responsável explicou que aquela é uma linha eléctrica de reserva e que não está em funcionamento. Ainda que possa vir a ser utilizada pela EM, para reforçar o abastecimento de energia eléctrica à cidade, «a distância mínima regulamentar está cumprida». 

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O plano de evacuação de emergência do teleférico prevê mecanismos automatizados. Por exemplo, em caso de falha do sistema eléctrico, há o recurso a um motor a gasóleo. Se o vento soprar com rajadas, é accionado um alarme que faz com que a velocidade abrande. Neste sentido, José Perneta considerou que apenas em casos de catástrofe, como sismos, é que seria necessário recorrer à evacuação. Apesar disso, garantiu que os planos existem e são «evolutivos». Tal como acontece no teleférico Funchal/Monte, são os exercícios periódicos dos bombeiros que vão testar a capacidade de evacuação e de emergência do novo teleférico.

Ricardo Duarte Freitas 

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terça-feira, 6 de setembro de 2005

FRUTAS DA MADEIRA

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Duas das frutas que prefiro na Madeira: a banana prata e a banana ananaz. A foto foi tirada no mercado do Funchal. A banana ananaz é desconhecida da generalidade das pessoas. É uma fruta sui-generis, que não se serve em restaurantes devido à particularidade de se dever ir comendo à medida que vai ficando madura. Quando isso acontece, começam a cair pedaços da casca e é a altura de comer o interior, de cor branca. Normalmente este fruto é para ser comido em 3 a 4 dias, dado que como amadurece progressivamente é impossível comê-lo de uma só vez. É uma delícia! Se tiverem oportunidade experimentem-na.

A surpresa é que este fruto é de uma planta relativamente conhecida: a Costela de Adão, cujo nome científico é Monstera deliciosa.

Adenda: O Emanuel Bento informa que o nome real deste fruto é fruto maravilha.

Adenda 2: Segundo o leitor Helder Dantas o nome mais correcto é, de facto, banana ananás. As designações "fruto maravilha" ou "fruto delicioso" têm origens populares pouco conhecidas.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2005

AQUÁRIO EM PORTO MONIZ

Com a devida vénia à Revista diário do Diário de Notícias da Madeira

Um aquário em construção

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A Norte da ilha da Madeira, na frente-mar da pacata vila do Porto Moniz, biólogos e pescadores ultimam a abertura do Aquário da Madeira, que deverá ser inaugurado durante a primeira semana do próximo mês. O dia-a-dia da jovem bióloga responsável pelo departamento de aquariologia, Licínia Gouveia, está dividido entre a captura e a adaptação das diferentes espécies marinhas que vão morar nos 11 tanques do aquário, construídos de raiz no interior do remodelado Forte São João Baptista. No tanque principal a atenção vai quase toda para um tubarão capturado no mar ao largo da vila, não muito longe do local onde o aquário foi construído. Dado que é um tubarão de mar alto, e por isso não estava habituado a contornar obstáculos, sentiu algumas dificuldades nos primeiros dias, embatendo constantemente com o focinho nas rochas e no vidro do aquário.

No dia em que se colheram os elementos para este texto, o grande peixe não estava a alimentar-se. Por enquanto, a situação não era considerada alarmante, pois trata-se de um animal capaz de permanecer longos períodos sem o fazer, graças a uma «digestão muito lenta», explicou a bióloga. Daí que até tornar-se claro que este tubarão pode ambientar-se ao habitat providenciado pelo aquário - com capacidade de 500 metros cúbicos -, não virão outros da mesma espécie, observou. O espécime esguio e imponente trazido para cativeiro pela mão dos pescadores do Porto Moniz tem entre sete e nove meses de idade. Com ele nadam douradas, bodiões, pargos, safia, chopas, peixes-porco, castanhetas, meros. Mas parece indiferente à sua presença. Para Licínia Gouveia, uma explicação para tal comportamento poderá residir no facto de ser «um predador». «Está a habituado a caçar e não a "conviver" com as presas», lembrou.

Em fase de ambientação estava também um ratão que, à altura da reportagem da REVISTA, partilhava um tanque com uma moreia com cerca metro e meio. Ao contrário do seu companheiro, esta última não revelava qualquer problema ao nível da alimentação. «Farta-se de comer…», contou a interlocutora. A exemplo do tubarão, também o ratão tem recusado a alimentação, pelo que não se pode afirmar que venha a ser uma das atracções do Aquário.

Outro caso especial que precisou da atenção de Licínia Gouveia nos últimos tempos assumiu a forma de uma tartaruga. Pescadores do Porto Moniz vieram entregá-la ao Aquário após a terem capturado no mar. «Têm sido muito prestáveis, auxiliam na pescaria dos animais, disponibilizando embarcações para a captura e transporte», agradece a bióloga. Mas, tal como o tubarão ou o ratão, a tartaruga é um «animal de uma certa complexidade». Por isso «revela mais tempo em se ambientar, ao contrário dos peixes, que têm outra maneira de funcionar», observa. O animal também não comia nem se mostrava interessado em vir a fazê-lo nos próximos dias, pois deixava a «comida cair ao chão».

E como era praticamente impossível e complicado forçá-la, pois costuma debater-se bastante e é muito forte, para além de ter umas mandíbulas poderosíssimas, foi necessário enviá-la para o Funchal, para a Estação de Biologia Marítima. Aqui será tratada e alimentada por pessoas qualificadas para levar a cabo essa missão complexa. Segundo os pescadores, conta a responsável, a tartaruga já não estava a comer quando foi apanhada.

«A captura de tartarugas, para além de ser errado, constitui um acto de ilegalidade bastante grande», lembra a bióloga, apelando aos pescadores para terem isto sempre presente. Mas ainda bem que «o fizeram para a trazer para nós», desculpabiliza, dado que aparentava estar doente. Depois de tratada, a tartaruga poderá ser exposta no Aquário do Porto Moniz. Mas, para tal, será necessário ultrapassar um conjunto de formalidades que não se afiguram nada fáceis, lembra a bióloga.

«Qualquer uma das cinco espécies de tartarugas que podem aparecer no arquipélago da Madeira, umas mais raras do que outras, mas todas ameaçadas de extinção, são bastante vulneráveis, sendo necessário seguir uma série de procedimentos legais para podermos expô-la», explica. «Se conseguimos obter licença ou permissão do Parque Natural da Madeira, entidade que tem a competência na Região para fazer valer as tartarugas», a exposição do animal poderá contribuir para a sua protecção. O Aquário passará a dispor de uma componente pedagógica importante.

«As pessoas que visitarem o Aquário, e que já ouviram falar nas tartarugas e nos perigos de extinção que as ameaçam, poderão criar ainda mais laços de afinidade com o animal se o puderem ver ao vivo, embora num meio não natural, mas num que lhe é propício», explica. «Ao terem a possibilidade de ver a beleza que é um animal estar no seu meio e se comportar naturalmente, penso que as pessoas vão começar a ter consciência de como é importante proteger este tipo de animais, não só estes mas todos em geral, especialmente aqueles que são mais vulneráveis».

Já agora, acrescenta Licínia Gouveia, «também era importante que as pessoas começassem a ter consciência de que é preciso proteger não só os animais em particular», mas também a «natureza no seu todo». «Não é mentira que isto está tudo ligado, e que sujando as águas matam-se os peixes e matam-se as tartarugas. Não é só capturando os animais que os pomos em risco de extinção, é também a poluição que ocorre no mar», alerta. Raúl Caires

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

BRISA MAR

E como tinha dito, depois de um dia ou umas horas bem passadas na Praia da Laje, nada melhor do que ir comer ao Seixal (no porto), ao Brisa Mar.

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A recomendação, como podem ver nesta duas fotos, é para o filete de espada (com banana), que vem acompanhado de batata frita, salada e um magnífico arroz com lapas.

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A vista é esta!

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Restaurante BRISA MAR

Seixal (cais) 9270-130 SEIXAL PMZ

Telefone: 291 854 476

Fax: 291 854 477

e-mail: brisamar@clix.pt

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

PRAIA DA LAJE

Trata-se de uma praia de areia negra como podem ver nas fotos. Começou por ser mais ou menos selvagem, apenas com uma "barraca de comes e bebes" à entrada.

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Em 2004 foi contruído um apoio de praia, com balneários e restaurante. Passou também a ter nadador salvador e em 2005 já teve bandeira azul. Apesar de tudo, continua a ter pouca afluência, pelo que é muito agradável.

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Esta praia situa-se entre o Seixal e Porto Moniz, a cerca de um quilómetro do Seixal e a meia dúzia de Porto Moniz. Vale a pena passar lá umas horas! E depois nada como ir comer uns filetes de espada ao Brisa Mar de que já aqui falei e que tem um horário contínuo...

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terça-feira, 2 de agosto de 2005

TEA AT THE REID’S HOTEL

Um chá no Reid’s é um ritual a não perder, para quem visita a Madeira, quer pela qualidade do lanche, quer pelo cerimonial.

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A qualidade é excepcional e vale mesmo a pena gastar os 23 euros por pessoa que custa! A tradição ainda é o que era…...

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Chá à escolha entre cerca de uma dezena de variedades, com explicação sobre o sabor de cada um, que aqui se reproduz:

Earl Grey Chinese tea, scented with oil of bergamot. Low in tannin.

Darjeeling A full orange pekoe long leaf tea from India; light, fine flavour.

Ceylon Refreshing cup of tea with a fine delicate flavour, low in tannin.

English Breakfast A blend of rich, full teas for drinking at any time.

Reid’s Blend A light, but satisfying cup of tea at any time of the day.

Lapsang Souchong Chinese tea, lightly smoked.

Green Tea Chinese tea, light and refreshing.

Bancha Japanese tea, green tea without caffeine.

Tropix Tea with tropical fruit and fruit essence.

Infusions Lime-blossom, verbena, jasmine, peppermint, camomile

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Meia dúzia de sandes diferentes (queijo, camarão, abacate, salmão…) e meia dúzia de bolos por casal, para além de um scone, com duas variedades de manteiga e doce, tudo com excepcional qualidade e serviço cinco estrelas.

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 Ao estar naquela varanda panorâmica a saborear um lanche inesquecível como este percebe-se claramente por que é que Sir Winston Churchill na sua estadia na ilha não prescindia deste ritual.

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Reid’s Palace Hotel Estrada Monumental 139 Funchal

Afternoon Tea servido das 15 horas até às 17h30

Marcações através do telefone 291 71 71 71

Site do hotel: Reid's Palace Hotel

quinta-feira, 21 de julho de 2005

MADEIRA ISLAND

Um dos mais completos portais sobre a Madeira, com centenas de links para sítios de interesse sobre a ilha.Mapas, passeios, locais, fotos, vídeos, há de tudo. Um manancial quase inesgotável de informação. Imprescindível!

Madeira Island (Portugal) - madeira, weather, map, portugal, funchal, photos, hotel, travel, island

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quarta-feira, 20 de julho de 2005

JARDIM BOTÂNICO JÁ TEM TELEFÉRICO

É ao longo do vale da Ribeira de João Gomes, mais precisamente na extensão entre o Jardim Botânico e o acesso ao Curral dos Romeiros, nas Babosas, que se estende o novo teleférico. Marcadamente diferente do que faz a ligação do Monte ao Almirante Reis, no Funchal, este novo meio de transporte está integrado no ambiente circundante, permitindo um mergulho no vasto arvoredo verde que se estende a seus pés. A estrutura ainda não está acessível à população, só devendo entrar em funcionamento na primeira semana de Agosto, mas ainda assim o FIM-DE-SEMANA foi explorar as estações e descobrir o que de bom se pode ver numa visita a este lugar.

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 O teleférico do Jardim Botânico é composto por duas estações, uma mãe, a maior situada na zona Norte do Jardim, e outra secundária, construída uns metros ao lado da capela nas Babosas. A principal conta, para além da estrutura de ancoradouro das 12 cabinas, com um restaurante, um bar e quatro espaços para lojas, infra-estruturas que ainda não estão prontas, mas que deixam já antever os espaços agradáveis que ali se vão criar, resultado sobretudo da bela vista sobre a baía e zona Oeste do Funchal destacada por uma vasta área envidraçada e pelas zonas de esplanada.

Junto ao edifício, construído em estilo de socalcos com relvados nas partes superiores, as paredes foram revestidas de pedra aparelhada, um verdadeiro trabalho de artistas, concebido pelo arquitecto Vasco Marques. Aqui se compram os bilhetes de ida, ou de ida e volta, pelo valor de 7,5 e 12 euros. As crianças dos 4 aos 14 anos têm desconto de 50%. A aventura pode começar neste ponto do percurso ou no outro, onde também há uma bilheteira e um bar. Ao todo são nove minutos para se maravilhar com o arvoredo característico da Laurissilva, numa extensão de 1600 metros montanha acima ou abaixo, dependendo do ponto de partida.

Ao longe, numa ilusão de óptica, os cabos de aço do teleférico parecem cruzar-se com os fios de luz das torres montadas nas redondezas e são raros os telhados que se vislumbram. De baixo é visível o outro extremo do teleférico, feito em túnel para não chocar com o meio onde foi integrado. A parte exterior desta estação secundária foi totalmente revestida a pedra e o acesso melhorado. No Largo das Babosas foi construída ainda a bilheteira, em ferro pintado a verde, um alusão aos antigos coretos e quiosques do século XIX. A partir daqui o visitante pode descobrir outros pontos de interesse, nomeadamente os jardins, carros de cesto, igreja e levadas, dos Tornos e do Bom Sucesso.

No lado de baixo, depois de uma viagem com o mar ao fundo, é o Jardim Botânico a principal atracção. A estação do teleférico tem ligação directa através de um portão à vasta área de plantação e está a ser negociada a criação de um bilhete único para as duas estruturas. O teleférico conta agora com 12 cabinas, com capacidade para 8 pessoas. Mais tarde, se houver vontade e necessidade disso, podem ser adicionadas mais nove, uma vez que o sistema totalmente eléctrico, está preparado para 21. O teleférico do Jardim Botânico está a ser explorado pela empresa MTA Transportes Alternativos da Madeira S. A. A empresa aguarda o certificado do Instituto Nacional de Transporte Ferroviário para dar início à actividade. De referir ainda que a estação principal está servida de um parque de estacionamento com capacidade para 4 autocarros e 13 viaturas ligeiras e que o teleférico vai funcionar diariamente entre as 9h00 e as 17h00.   

Paula Henriques (TEXTO) / Manuel Nicolau (FOTOS)    

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

sexta-feira, 15 de julho de 2005

JARDIM TROPICAL MONTE PALACE (II)

O Jardim Tropical Monte Palace ocupa uma área de 70.000 m2.

 

 

Desde a sua aquisição tem sido renovado, com plantas exóticas endémicas de vários países (Cicas e proteas da África do Sul, azáleas da Bélgica, urzes da Escócia, etc.) assim como com plantas indígenas das florestas madeirenses (Laurissilva, nomeadamente, fetos, cedros, loureiros, loureiros das Canárias, etc.).

 

 

A vegetação luxuriosa mistura-se com enormes lagoas repletas de peixes Koi, proporcionando aos visitantes um agradável espectáculo repleto de brilho e cor. Inicialmente a introdução de peixes Koi foi nas lagoas já existentes. Depois, foram construídas mais duas lagoas com a capacidade de 300.000 litros. Estas lagoas estão equipadas com um sistema sofisticado de filtragem e purificadores de água, sem o uso de químicos, assegurando, assim, um habitat saudável para os peixes, que apresentam aos visitantes uma esplendida variedade de cores.

 

 

Os passeios dos jardins estão enriquecidos com ornamentações ostentosas, cantaria, janelas, nichos, pagodes, budas, lanternas de diferentes partes do mundo e esculturas em bruto ou pedras trabalhadas.

 

 

As Alamedas do jardim foram enriquecidas com painéis de azulejos, dos Séculos XVI a XX. Expostos no meio da vegetação tropical representam diversas eras e provêm de palácios, igrejas, capelas e casas privadas de todas as partes do país. A grande maioria descreve acontecimentos sociais, culturais e religiosos. Dos muitos trabalhos destaca-se uma porta do séc. XVIII, emoldurada por uma frontaria proveniente de uma capela. Esta frontaria é constituída por duas figuras laterais, que seguram a tábua dos 10 Mandamentos e uma espada.

 

 

Merecem também destaque os painéis em terracota, (166 azulejos vidrados de terracota) nomeadamente o intitulado 'A Aventura dos Portugueses no Japão' e 40 painéis sobre a Historia de Portugal começando a narrativa no reinado de D. Afonso Henriques e terminando com um painel dedicado à 3.ª República. Pelo jardim podemos ver ainda brasões, cantarias, esculturas, nichos, pagodes, budas, lanternas, em pedra bruta ou trabalhada .

 

 

Mais informações em: Monte Palace